| Rain Storm, Union Square. Childe Hassam |
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Tempestade no meu coração
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Antes do resultado final (eleições presidenciais)
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Estamos caminhando para o fim de mais um teste a nossa jovem democracia. O Brasil se redemocratizou recentemente e superamos momentos difíceis em busca do amadurecimento de nossas instituições políticas. Um presidente foi deposto, a imprensa, seja no governo Itamar, Collor, FHC e Lula, nos trouxe escândalos de corrupção que nos fizeram cogitar a descrença na política e na capacidade de nós, brasileiros, governarmos a nós mesmos. A corrupção, como disse The Economist na sua última publicação, não é particularidade de nenhum partido político no Brasil, mas sim uma característica da política brasileira. Precisamos ser capazes de identificar em cada um dos partidos aqueles que fazem política com seriedade e que trabalham pelo fortalecimento do Brasil.
Sobre as eleições presidenciais, vivemos momentos que mais uma vez nos levaram a desacreditar no futuro. Os partidários do candidato de oposição utilizaram do recurso à religião para conquistar votos de conservadores ligados às igrejas. Isso dividiu as próprias igrejas e os fiéis. Sofremos a possibilidade de ver a campanha presidencial dividir o país em conservadores e liberais como ocorre sempre nas eleições americanas. Não estamos preparados para essas novidades e a população brasileira reagiu chocada a essa divisão. Em contrapartida, os partidários da candidata governista revelaram publicamente detalhes da vida pessoal da mulher de José Serra acusando-a de ter praticado aborto, vilipendiando a intimidade do candidato e indo além daquilo que a imprensa e a política está autorizada a fazer.
Outro traço das eleições foi a constante presença do Presidente da República nos comícios, nas passeatas e no horário eleitoral. Os esquerdistas críticos do PSDB esqueceram autocrítica na hora de avaliar as conseqüências de uma exposição excessiva como esta que transformou o presidente em um cabo eleitoral. A campanha do PT também se pautou em mentiras deslavadas praticando populismo nacionalista ao ameaçar a população com privatizações que o PSDB jamais cogitou.
É difícil saber qual dos dois lados errou em grau mais severo, resta-nos assistir a tudo isto estarrecidos.
A imprensa está dividida e foi muitas vezes partidária. Em uma clara alegoria disso, tivemos as capas da revista Veja e da revista Istoé, cada qual apontando a contradição de um dos candidatos. Isso demonstrou o embate entre os dois meios de comunicação. Conheço de Estadão e Carta Capital terem assumido o seu voto.
Por um lado esse embate sofrido pela imprensa foi um dos bons acontecimentos dessas eleições. Um jornal e uma revista não devem sempre ser imparciais porque isso coloca em risco o comprometimento do veículo com a verdade. Verdade, como sabemos, é um conceito difícil e fugidio, como sempre ensinou a filosofia. É perfeitamente possível que dois lados acreditem fielmente em suas idéias e as defendam com a força de quem crer estar em defesa da verdade. Algo saudável. Errado seria se os meios de comunicação tivessem formado sua linha editorial com base em interesses políticos ou econômicos o que até agora não foi demonstrado.
O ruim não foi a imprensa ter ido à luta por votos, mas sim o fato dela ter se envolvido em denuncismo e sensacionalismo ao invés de divulgar a proposta dos candidatos e mover as discussões em torno delas. O fato da eleição ter virado uma guerra em que um enfia o dedo no olho do outro é em parte culpa da cobertura da imprensa.
Enfim, eleições para o parlamento e para a chefia do executivo jamais serão perfeitas, porque a imperfeição é inerente aos homens e na hora de tomar decisões tão cruciais para o rumo do país é mais do que normal que nos exaltemos. A questão é saber se evoluímos ou se retrocedemos. Sem fazer um julgamento que valorize um ou outro candidato, respondo a esse questionamento afirmando que sim. Evoluímos, vagarosamente, mas evoluímos. Uma evolução à brasileira.
sábado, 23 de outubro de 2010
Roleta: VERMELHO, 27.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A via da inocência
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E agora, Marina Silva, você vai apoiar o PT ou PSDB e condicionar seu discurso ideológico ao realismo do factível, desapontando seus eleitores ao verem pela primeira vez uma Marina real? É esperar para ver.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
O PT e a Imprensa
Houve quem acusasse a imprensa de “golpista”. Estaria a imprensa movimentando interesses partidários quando na verdade ela apenas cumpre com o seu papel em uma democracia: o de fiscalizar o governo. Quanto ao escândalo Erenice Guerra, talvez a imprensa tenha prestado um favor a Dilma Rousseff. Quem imagina qual função a protegida da candidata petista viria a ocupar em um possível governo? Quem sabe tenha sido melhor a bomba explodir agora no que nas mãos de Dilma.
Na Bahia, José Dirceu acreditava estar longe dos reportares em uma palestra para sindicalistas. Era Dirceu em mais um dia de suas vastas ocupações partidárias pós-escândalo do mensalão. O PT não baniu nenhum dos envolvidos no caso (o companheirismo é algo sem fim no PT), e não seria diferente com o companheiro José Dirceu, antigo segundo homem do governo Lula. Então, falando para essa platéia e para as futuras prateias que o petismo ainda lhe proporcionará, Dirceu explanou suas opiniões sobre a imprensa no Brasil. Existiria um “excesso de liberdade” e concluiu "o problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa.". As falas de Dirceu falam por si só. Derrubado por um escândalo que nasceu no Congresso e que a imprensa só fez divulgar, ele agora declara suas mágoas.

Porém, o que pensa Dirceu é mais do que o que pensa Dirceu. É o que pensa o PT e é o que pensa o presidente Lula. No background, apagado, mas não morto, Dirceu ainda participa de atividades partidárias e freqüenta o governo na intimidade da amizade que possui com os seus principais protagonistas. Se ele pensa assim é porque a nata do petismo pensa igual e se o presidente não está com eles é capaz que José Dirceu o convença do contrário.
Mas assustador que Dirceu, contudo, foi o Sindicato de Jornalistas de São Paulo ter organizado uma manifestação contra o “golpismo midiático”. A manifestação atraiu a presença de Luiza Erundina (deputada federal PSB/SP). Foi uma panfletagem organizada pelo PT, CUT, MST e UNE. Isso mostra o quanto alguns movimentos sociais e sindicatos ainda mantêm afinidade com o governo. O objetivo do encontro era “redigir um documento, assinado por jornalistas, blogueiros e entidades da sociedade civil, que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições brasileiras”. O movimento chegou a sugerir uma auditoria nas contas da Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo. E disse “sugerimos que todos assinemos publicações comprometidas com a democracia e os movimentos sociais, como a Carta Capital, Revista Fórum, Caros Amigos, Retrato do Brasil, Revista do Brasil, jornal Brasil de Fato, jornal Hora do Povo”.
O grupo organizado em torno do Sindicato de Jornalistas de São Paulo deu nome aos bois. O que eles chamam de “grande mídia” é certamente a Editora Abril, o Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo, mesmo nomes em que foi sugerida a auditoria nas contas. O movimento tem o direito de manifestar sua opinião e de se organizar para redigir documentos, levantar assinaturas e todo o resto. Eles podem até demonstrar apreço por um ou outro jornal e revista, conforme a linha editorial dos mesmos. O que não podem é querer impedir qualquer jornal de manifestar livremente a sua opinião.
No Clube Militar do Rio de Janeiro jornalistas participaram de uma discussão sobre os riscos de censura à imprensa. O tema do encontro era “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão." É isso mesmo o que o senhor ou senhora leu, são jornalistas ameaçando a imprensa em São Paulo e militares ocupados de defendê-la no Rio de Janeiro.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
(PRIMAVERA)
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| Primavera, Carl Larsson |
Abro a janela e o vento, ainda forte, penetra no meu corpo. Ele carrega um pouco do calor do sol. Os traços do céu ainda são pesados, mas existe um prenúncio de alegria. Contagiado pelos anúncios de sol, já sinto o dia claro, azulado e acompanhado de uma orquestra de pássaros. É primavera no meu coração.
O amor não deve ser outra coisa senão uma primavera. O amor é o cuidado com o outro e o cultivo da inocência. Não pode haver amor onde não houver pureza. O amor há de ser nobre, o mais nobre dos sentimentos. O sangue dos amantes deve ser azul, principesco, jovial e corajoso. O amor deve se aproximar de Apolo, com forma muscular bem cultivada e harmônica, além de intelectualmente criativo e poético. A perfeição da mente e do corpo, esse deve ser o retrato mais aproximado do amor. O amor de dois verdadeiros amantes, ao se materializar, deve se materializar como Apolo.
Nos concertos as Quatro Estações de Vivaldi a primavera se apresenta rica em sons, em variações, aflorada e transmissora de vida, ao oposto do verão que a segue grave e imperioso. É convidativa, como deve ser convidativo aos amantes aproveitar a beleza das cores que ganham especial destaque nessa época do ano. As quatro estações estão perfeitamente representadas na obra de Vivaldi. Junto com os poemas que a acompanham, percebemos um cuidado em expressar em sons as sensações despertadas pelas estações. Mais do que uma estação do ano, porém, a primavera, verão, outono e inverno são sentimentos, estados psicológicos, que podem ser perfeitamente internalizados. O que eu internalizo agora é a primavera.
Como em La vie en rose (Edith Piaf) vejo a vida em cor-de-rosa. Como diz a música, “entrou no meu coração um pouco de felicidade e conheço a causa”. É a presença do amor. Ele me trouxe a estrela da manhã, que impera a sua luz mesmo com o fim da noite. Solitária apenas no céu, a estrela da manhã vive a graciosa companhia do meu olhar atento a fitá-la. Somos amantes, e não à distância, o mesmo céu que ela brilha é o céu dos meus sentimentos.
Estou realmente experimentando uma primavera no meu coração? Não sei. Entretanto, nunca vi um anúncio de fim de tempestade como esse. Ao que tudo indica há de se seguir o azul e aguardo impaciente que o azul siga.
Independente de como o tempo vá se comportar, uma coisa posso garantir: sei como o amor deve se representar. Ele virá acompanhado de um concerto de Vivaldi, tingindo o céu com seus matizes coloridos e me transmitindo, antes de tudo, esperança.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Lamaçal na Casa Civil
O impacto das denúncias sobre as eleições é incerto. Pesquisa divulgada recentemente demonstrou que apenas 1 em cada 10 eleitores se sente bem informados sobre as quebras de sigilo de pessoas ligadas à Serra. Não duvido que grupo ainda menor se demonstre informado sobre as denúncias na Casa Civil que revelam ter o principal ministério do governo se transformado em palco de negociatas e corrupção.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Lula: o extirpador
As declarações são chocantes, o maior problema, porém, é saber se Lula realmente se sente em condições de extirpar um partido do cenário político. Será que ele estaria com tanta bola assim? Sabemos que o DEM é o principal aliado do PSDB nessas eleições e eixo da oposição ao petismo, um partido de larga tradição que sempre esteve no centro dos principais acontecimentos políticos do Brasil. A extirpação do DEM só beneficiaria o PT e prejudicaria a democracia instituindo o monopartidarismo no Brasil. Talvez seja este o sonho atual do PT.

O deputado federal e presidente do DEM Rodrigo Maia (DEM/RJ), em rebate às críticas de Lula afirmou que “o discurso mostra que o Lula está desequilibrado. Presidente que fala em extirpar partido político em pleno processo eleitoral revela seus pendores autoritários”. E completou: "o caminho para extirpar o adversário é na linha da Alemanha nazista. O presidente age de forma autoritária ao invés de deixar o eleitor decidir”.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também percebeu o autoritarismo do discurso, "isto extrapola o limite do estado de direito democrático", e continuou "faltou quem freasse o Mussolini. Alguém tem que parar o Lula". Finalizando, afirmou o ex-presidente: "para o equilíbrio dos poderes. O Presidente está extrapolando o poder político." Já o deputado federal Paulo Bornhausen (SC) afirmou que "Lula tentou dividir o Brasil em dois países, de pobres e ricos".
Todos esses acontecimentos só nos revelam o quanto presidente perdeu as estribeiras, a modéstia, e diante da alta popularidade que experimenta – fruto exclusivamente dos sucessos da política econômica que somente seguiu o óbvio da cartilha das regras de economia – se transformou em um super-lider, em um megalomaníaco, em um incitador de massas.
Com o bolso cheio de dinheiro (graças a uma política econômica que não passa de uma excelente continuidade do governo FHC) a classe média não tem do que reclamar e com a origem popular do presidente a classe trabalhadora também se desmancha em afeto por Lula. Agradar a gregos e troianos é perfeitamente possível, comprovou o PT. E diante de tanto êxito o Presidente há muito tempo perdeu a compostura.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
DO ALTO DO PEDESTAL PETISTA
A invasão de dados sigilosos de membros do PSDB e familiares do candidato à presidência José Serra mostra o quanto o PT se sente protegido pela opinião pública para praticar atos ilegais. O partido passou a abusar da popularidade aderindo a pratica da bisbilhotagem e arapongagem. Blindado pelo povo e dentro da velha máxima de que os fins justificam os meios, o PT não poupa esforços para vencer as eleições e se afirmar no poder.
Além da violação de dados relacionados com a Receita Federal, o PT também se envolveu na confecção de um dossiê do candidato José Serra montando uma quadrilha de espionagem que envolveria até um ex-delegado da polícia federal e um egresso da inteligência da FAB.
Difícil tem sido para José Serra explicar aos eleitores -- em que a maioria nunca sequer declarou imposto de renda na vida -- a gravidade dessas violações. O Presidente da República, cuja principal ocupação deve ser governar o país, tem aparecido diariamente na televisão para incitar seus apoiadores. O presidente disse que Serra partiu para a “baixaria”. Será baixaria demonstrar indignação por ter a vida pessoal de seus parentes revirada pela espionagem petista?
A seu turno, no exílio, em entrevista dada à revista Istoé, FHC revelou estar de malas prontas para a Europa. Na propaganda partidária do PSDB o ex-presidente não apareceu uma única vez ao lado do candidato José Serra. Alguns intelectuais com quem tenho co
nversado têm dividido comigo a opinião de que o fracasso do PSDB nessas eleições tem uma relação direta com a demonização de FHC, promovida lentamente pelo PT e pela oposição do antigo governo tucano. O governo FHC recebeu como herança dos outros governos a mesma oposição charlatã, ingênua e dada a factóides que se contrapunha aos presidentes brasileiros os acusando, como só sabem fazer, de serem elitistas.
O governo FHC foi o primeiro governo da redemocratização a não experimentar um caos econômico generalizado e escândalos de corrupção capazes de desconstituir as bases da melhor democracia. Não resta dúvida de que o governo FHC foi crucial para a retomada do crescimento econômico e amadurecimento das instituições. O maior erro do PSDB é, sem dúvida, não ter combatido os factóides movidos pela sua oposição, revelando a importância e qualidade do governo FHC. O ex-presidente disse à Istoé que será redimido pela história, espero que o Brasil não seja tão ingênuo ao ponto de esperar que o “oba-oba” petista chegue ao fim para acertar os créditos com o seu passado.
Ao eleger o PT pela primeira vez, o povo brasileiro achava estar optando por uma moralização que o partido traria à política brasileira, em contraponto a uma política corrupta e ineficiente que eles identificavam, erradamente, como tendo sido continuada no governo FHC. O povo não votou só contra FHC, votou contra a política em sua generalidade imaginando que o PT fosse capaz de remover todos os vícios da política brasileira, vícios que demoraram séculos para se constituírem, e como mostraram os fatos, mantiveram-se no governo petista.
Agora, o PT insiste em números e dados que revelam o crescimento econômico e desenvolvimento social da era Lula. A propaganda partidária petista incita o povo a um verdadeiro “oba-oba” em torno de suas realizações, o que não passa de uma ilusão propagandista. Desleal, Lula desponta ao povo como único responsável pelas benesses que o Brasil experimenta. Inebriado pelo apoio da opinião pública, Lula se mostra como ícone, como salvador da pátria. O fascínio que as camadas mais pobres da população têm demonstrado pelo lulismo tem se mostrado mais forte que qualquer artifício usado pelas antigas elites do Brasil para dominar os pobres e se manter no poder. Agora nos resta tentar prever por mais quantos anos o povo brasileiro se permitirá contaminar pelas falácias petistas.
Em meio a tudo isso, uma pergunta fica no ar: que momento será esse em que o povo brasileiro derrubará Lula (ou Dilma) do salto?
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Quarta-feira, 25 de agosto de 2010 (And all that jazz)
O que me salva desses dias sufocantes é o som da música. Tenho vivido na voz de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong todos os amores que deixei de viver. A música me desloca dos meus desesperos e abre para mim a porta dos amores, sonhos e sentimentos alheios. Um momento em que saio de mim e alcanço o universo dos outros. Um novo amor para cada composição, “dream a little dream of me”. Posso beijar o meu amor e lhe dizer coisas doces por quantas horas quiser, podemos dançar lentamente ao compasso da melodia de um jazz sensacional. Mesmo que esse amor não exista, mesmo que ele tenha me abandonado.
“Doces sonhos até os raios de sol te encontrar/ doces sonhos que deixam todas as preocupações para trás/ mas em seus sonhos quaisquer que eles sejam/ sonhe um pequeno sonho comigo”. “Sweet dreams till sunbeams find you/ Sweet dreams that leave all worries far behind you/ But in your dreams, whatever they be/ Dream a little dream of me”.
Nem a sombra mais vertical e febril dos meus amores mal resolvidos poderá vencer a alegria regozijante dos amores que virão. Mesmo com todo o desamor, mesmo com todo o descaso, mesmo com o desprezo, essa sombra ultrapassada não projetará sua força sobre os meus sonhos e meu futuro. Nenhuma vez essa sombra agrediu a minha inocência: vou amar sempre sem nenhum cuidado e com toda as minhas forças. A minha vida ainda será como uma bela música de jazz, para belos e felizes amantes. E cada vez mais ela se distanciará de uma ópera dramática. Será um ato com dois personagens, dançando nas nuvens a imensidão da paixão e do jazz.





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